terça-feira, 12 de junho de 2007

Fé, Razão e História da Terra

Essa obra é caracterizada pela abrangência dos temas, a qualidade das informações, bem como o espírito despretensioso e verdadeiramente imparcial, o que a coloca como uma das melhores contribuições àqueles que, sinceramente, se interessam pela associação coerente e sustentável entre os conhecimentos científico, filosófico e religioso.

As instituições de ensino e pesquisa no mundo, e particularmente no Brasil, carecem de literatura como essa, em que as questões ligadas às origens (campo das ciências naturais) sejam abordadas de maneira ampla, honesta e isenta.

Leonard Brand elaborou esse excelente livro fundamentado em pesquisas científicas pessoais (meticulosamente desenvolvidas), em sua experiência como docente e na utilização de informações pertinentes, oriundas de textos criteriosamente selecionados.

A utilização de boa didática e ilustrações apropriadas favorece uma leitura agradável, elucidativa e acessível, tanto àqueles iniciados, como aos mais experientes nos temas ligados ao confronto entre ciência e religião ou à controvérsia Criacionismo versus Evolucionismo. O autor considera mais apropriado utilizar o termo “Intervencionismo Informado” em substituição ao “Criacionismo”.

Questões filosóficas, teológicas e científicas são expostas com habilidade e de maneira interligada, o que é fundamental quando se busca compreender eventos pretéritos, em que os limites da própria ciência são ultrapassados.

É interessante notar, como se pode verificar em muitos dos livros congêneres, a ênfase dada aos conhecimentos pertinentes à geologia, sendo que a maioria dos correspondentes autores, como Brand, desenvolveram suas carreiras universitárias no campo das ciências biológicas. Dentre os possíveis motivos para o referido destaque, mencionam-se pelo menos dois:

1. No confronto entre o Criacionismo e o Evolucionismo a natureza dos fósseis (paleontologia) e a datação radiométrica (tempo geológico) assumem papel relevante. Se, por um lado, o estudo do registro fóssil pertence a uma interface entre a biologia e a geologia, por outro, a geocronologia padrão é assunto exclusivo da geologia;

2. Importantes evidências científicas do Criacionismo encontram-se na geologia. O autor – biólogo criacionista – evidentemente explora muito bem essa realidade, dedicando quatro capítulos aos temas geológicos e significativas partes de outros à paleontologia.

Uma interessante estratégia é ainda adotada por Leonard Brand ao interpretar os dados, fatos ou fenômenos naturais. As informações daí advindas são subdivididas em três categorias, correspondendo às evidências: (a) favoráveis ao Criacionismo; (b) neutras; (c) úteis ao Evolucionismo.

No entanto, os critérios subjetivos, adotados para a referida classificação são passíveis de questionamentos, especialmente quando se procura, sistematicamente, contrabalançar as evidências a favor do Criacionismo com aquelas favoráveis ao Evolucionismo. Tal postura, provavelmente, reflita uma tentativa de se diferenciar de um criacionismo radical e ufanista (muito comum no país do autor) que, em muitos casos, dificulta um diálogo honesto e respeitoso com cientistas evolucionistas.

Pelo seu rico conteúdo, esse livro certamente constitui uma importante referência aos interessados e estudiosos dos temas ligados às ciências das origens. No entanto, esse expressivo potencial poderia ser melhor explorado se o autor tivesse dedicado um espaço mais amplo (maior diversidade de termos) para o índice remissivo.

Fé, Razão e História da Terra – um dos poucos livros do gênero, escrito por um cientista honesto e criterioso – que se pode recomendar tanto aos estudiosos do Criacionismo como àqueles pesquisadores evolucionistas que ainda resistem em conhecer o outro lado.

(Dr. Nahor Neves de Souza Júnior, geólogo com doutorado em Geotecnia pela USP e professor de Ciência e Religião no Unasp, Campus Engenheiro Coelho, SP)

Como conseguir o livro



segunda-feira, 11 de junho de 2007

Bruxas Modernas


Esqueça as piaçavas. As bruxas de hoje não voam pelos céus montadas em vassouras para encontrar suas companheiras de magia - elas mandam e-mails, enviam mensagens pelo MSN, deixam recados no Orkut. Feiticeiras modernas também não se reúnem às escondidas no breu das florestas. A 3ª Conferência de Wicca & Espiritualidade da Deusa, que pretende atrair de 600 a 800 praticantes e simpatizantes, em junho, acontecerá em um hotel no centro de São Paulo. A escritora inglesa Janet Farrar, autora de A bíblia das bruxas, já confirmou presença e será o grande destaque entre os palestrantes. "É o maior evento da wicca na América Latina", garante Claudiney Prieto, idealizador do encontro e autor de oito livros sobre o tema, entre eles Wicca - a religião da deusa, que está na 12a edição e já vendeu mais de 30 mil exemplares.

Fundada nos preceitos do antigo paganismo, a wicca, também chamada de bruxaria moderna, é considerada por seus adeptos uma religião. Ela se baseia no culto à natureza e à deusa-mãe, uma divindade feminina que seria a responsável pela criação de tudo na Terra. Livres da ameaça de arderem em fogueiras, as feiticeiras da atualidade podem ostentar sem medo seus pentagramas, o símbolo dos bruxos. Uma pesquisa da Universidade da Cidade de Nova York, de 2001, apontou que a wicca, com 134 mil adeptos, era a religião que crescia mais rapidamente nos Estados Unidos. No site de relacionamentos Orkut existem 875 comunidades em português relacionadas à wicca. A maior delas, denominada Sociedade Wicca/Bruxaria, tem mais de 25 mil integrantes. ...

Como todo fenômeno pop que se preze, a bruxaria faz sucesso também no cinema (Harry Potter e o cálice de fogo, o quarto filme da saga, arrecadou mais de US$ 600 milhões no mundo) e na televisão (em séries como Charmed, que durou oito anos, e na nova novela das seis da Globo, Eterna magia, que tem como protagonistas duas irmãs praticantes de wicca). Mas as bruxas parecem não estar muito empolgadas com o súbito interesse global pelo assunto. "A novela deve aumentar o número de pessoas que querem ser bruxas pelo modismo", afirma a bailarina Gleice Lemos Frioli, 28 anos, praticante de wicca há 13.

"Assisti ao primeiro capítulo mais por curiosidade. Não tenho tempo para televisão. Uma bruxa moderna tem de estudar muito e trabalhar mais ainda", explica a secretária e professora de dança do ventre Rose Terra, 41 anos, wiccaniana há 12. Os adeptos se dedicam aos rituais, que não mudaram tanto assim: eles ainda envolvem caldeirões e poções, porém registram esses momentos com suas câmeras digitais. Os principais celebram as luas cheias do ano (os esbats) e as mudanças de estação (os sabbats). Os seguidores podem praticar os ritos sozinhos ou se reunir em covens, os grupos de bruxos que se socializam e fazem encontros coletivos. Para isso, basta uma chamada pelo celular.

(IstoÉ 28/5/2007)

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Levante os olhos para o céu

E se você achou que a Terra ficou pequena perto desses gigantes, veja esta outra foto:

"Com quem vocês vão Me comparar? Quem se assemelha a Mim?, pergunta o Santo. Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? Aquele que põe em marcha cada estrela do Seu exército celestial, e a todas chama pelo nome" (Isaías 40:25, 26).

Michelson Borges

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Eu fui um Anjo


Esta sexta-feira Santa, dia 6 de abril de 2007, feriado, foi um dia que eu nunca esquecerei, pois nesse dia um anjo me usou.

Na tarde de quinta-feira, meu chefe perguntou se eu poderia ir trabalhar na Sexta, eu pensei bem e apesar de ser um feriado muito importante eu resolvi que viria, afinal, preciso do dinheiro das horas extras. Quando minha mulher ficou sabendo que eu iria trabalhar neste feriado ela ficou muito triste e implorou para que eu não fosse, mas eu não poderia atender o seu pedido, pois eu já tinha dado minha palavra de que iria.

Na sexta-feira eu já me levantei com um puta peso na consciência de sair para trabalhar num dia santo como esse, mas fazer o quê? Tomei meu banho, me arrumei e saí.

No ônibus eu estava muito pensativo, olhando para o céu, pensando em Deus e no quê são os Anjos e rezando um pouco também. Juro!

Depois de uns 15 minutos de viagem, o motorista do ônibus me trouxe de volta para o mundo com um grito de desespero। Quando eu olhei para ele fui jogado para cima com um forte impacto.

O ônibus em que eu estava havia batido de frente com um carro!

No mesmo instante eu me levantei e vi que o carro, um fusca cinza, estava completamente destruído. Meu sangue congelou quando eu percebi que havia uma mulher, no banco do passageiro, que havia se machucado muito, perdido um braço e provavelmente estava morta. Aquela foi uma das piores coisas que eu já vi, eu não sabia como agir. Então eu ouvi algo que me tirou daquele transe que durou cerca de alguns milésimos de segundo. No banco de trás haviam duas meninas, crianças de 8 e 11 anos, que ao perceberem o que havia acontecido entraram em pânico e começaram a gritar desesperadas.

No mesmo instante eu pulei do ônibus e corri em direção ao carro. Olhei para uma das meninas, a mais nova, que além de tudo estava com a mão esquerda muito machucada e a tirei do carro para que ela não visse o que aconteceu com a mulher, provavelmente sua mãe e com seu pai, que estava dirigindo o carro.

Eu a peguei no colo com o braço esquerdo e com o direito eu estanquei o sangramento de sua mão, que jorrava sangue. Fiquei com muito medo, pois era uma criança, e estava perdendo muito sangue e além disso ela estava com muito medo. Minhas pernas tremiam, mas em nenhum momento eu demonstrei estar assustado. Pelo contrário, fiquei conversando com ela qté ela se acalmar.

As ambulâncias e os bombeiros chegaram depois de uns quinze minutos e até que o socorro chegasse eu não soltei a menina e nem deixei que ela visse o que aconteceu ou se apavorasse. Eu sentia que naquele momento minha obrigação era cuidar daquela menina, e foi o que eu fiz. Me senti muito bem por isso.

Voltei para casa com as mão e os braços cheios de sangue, minha calça e meus sapatos também ficaram vermelhos de tanto sangue. Eu não sabia que o sangue tinha um cheiro tão forte.

Depois de algumas horas eu liguei para o pronto socorro aqui de Guarulhos para onde eles foram levados para saber se estava tudo bem. As meninas estavam bem, o pai delas ( que estava dirigindo ) estava acordado, e apesar de muito machucado não corria risco de vida. A mãe morreu na hora.

Eu chorei bastante pensando naquilo, perder a mãe na sexta-feria santa, de repente assim...

Mas o que me alivia a alma é saber que Deus me usou para confortar uma criança maravilhosa que graças a Deus não ficará traumatizada com as imagens do ocorrido naquele dia.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Cientista descobre Deus


Pai do Projeto Genoma Humano diz, em obra que acaba de ser lançada no Brasil, que ser ateu é anticientífico.

No mundo Ocidental, desde sempre, Ciência e Religião se enfrentaram. Ao ponto de se estabelecer o preconceito imbecil de que cientistas e religiosos são, por natureza de suas vocações, inimigos naturais. Se papas, bispos, pastores e padres olham com desconfiança os que buscam a verdade nos laboratórios, no mundo da pesquisa científica a fé é vista, no mínimo, como sinal de ingenuidade e ignorância.

Nas últimas décadas, as pesquisas no campo da genética se tornaram o ponto mais sensível desse enfrentamento. Apressadinhos de ambos os lados começaram a comemorar, antecipadamente, que a descoberta do código genético do ser humano daria aos laboratórios a condição de se igualarem a Deus, criando gente sob encomenda como as montadores de veículos produzem carros segundo as tendências do mercado.

E foi justamente no ambiente dessas pesquisas que apareceu alguém com coragem para dizer que um cientista pode crer em Deus, professar a sua fé, sem deixar de ser respeitado pelo seu valor como pesquisador e estudioso: Francis Collins.

Biólogo respeitadíssimo, Collins é um dos cientistas mais notáveis da atualidade. Diretor do Projeto Genoma, bancado pelo governo americano, foi um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001. Desde então, tornou-se o cientista que mais rastreou genes com vistas ao tratamento de doenças em todo o mundo.

Alvo de críticas de seus colegas, cuja maioria nega a existência de Deus, Collins decidiu reagir. “Ignorância, superstição e falta de bom senso é negar a existência de Deus a priori, sem pensar de forma séria e metódica sobre o assunto. Nada é mais anticientífico do que ser ateu.”

E para explicar direitinho essa sua convicção, o cientista publicou, ano passado, nos Estados Unidos, um livro que causou a maior polêmica. Agora, acaba de chegar às livrarias brasileiras a tradução do polêmico best-seller de Francis Collins, com o título A Linguagem de Deus: um cientista apresenta evidências de que Ele existe, publicado no Brasil pela Editora Gente.

CONVERSÃO

Até seus 27 anos, Collins era um ateu convicto. Foi somente na faculdade de Medicina que começou a perceber o verdadeiro poder da fé religiosa entre seus pacientes. Então, começou a mudar. Hoje, Collins é considerado um cientista religioso que defende a existência de Deus e a importância da ciência para a humanidade.

Collins, que nas horas livres gosta de pilotar sua motocicleta, escrever paródias e tocar violão, por mais de 12 anos liderou o Projeto Genoma Humano. Com o apoio de Bill Clinton, empenhou-se em revelar a seqüência do DNA. Levou um susto quando o então presidente dos EUA afirmou, no dia da conclusão do projeto, que “hoje estamos aprendendo a linguagem com a qual Deus criou a vida”. Pensou em discordar de Clinton na hora, mas resolveu refletir sobre o assunto.

No livro, Collins explica que a experiência de mapear o genoma humano, além de ser um mergulho no mais notável dos textos – o DNA –, pode ser encarada tanto como uma conquista científica quanto também uma descoberta digna de veneração. Ao combinar sua fé cristã à experiência adquirida na área de estudos genéticos, Collins se debruçou sobre questões de caráter científico e espiritual simultaneamente, e afirma que “a ciência não deve se sentir ameaçada por Deus, mas sim reforçada. E Deus certamente não está ameaçado pela ciência; foi Ele quem tornou tudo isso possível”.

Para ele, “é nosso dever levar em consideração todo o poder das perspectivas científica e espiritual para entendermos tanto aquilo que enxergamos quanto aquilo que não enxergamos. E a sacada desse livro é a soberba integração entre essas duas perspectivas”. O pesquisador afirma que há uma base racional para crer na existência de um Criador e que todas as descobertas científicas “aproximam o homem de Deus”. E, por isso, acredita que uma das grandes tragédias do nosso tempo é a impressão que se criou de que ciência e religião devam estar em guerra.

Partindo de sua experiência, Collins afirma que decifrar o genoma humano não criou um conflito em sua mente; porém, lhe permitiu verificar os trabalhos de Deus. “O problema é que nos últimos 20 anos, com muita freqüência, as vozes que são ouvidas nos debates públicos sobre esses temas são aquelas que defendem posições extremas”, afirma. O livro de Collins chega ao Brasil sob a luz dos holofotes da polêmica. Pena que por aqui a maioria das pessoas não vai se preocupar em debater o assunto, seja no mundo científico seja no mundo religioso.

Fonte: Diário da Manhã