quinta-feira, 21 de junho de 2007

Exorcismo: a realidade mais perto do que você imagina

A luta do bem contra o mal é um assunto que sempre esteve presente na vida do Homem. E a expulsão do mal, representado pelo demônio, tem causado muita discussão do ponto de vista religioso. Só a palavra exorcismo já denota um ar sobrenatural, de terror. Na prática, o exorcismo é o ato de expulsar, ou repelir os demônios ou espíritos malignos que estejam em pessoas, lugares ou coisas.
Várias filmes baseados em histórias reais aguçam a imaginação popular quanto ao desconhecido. Um deles é “O exorcismo de Emily Rose”, que relata a história de uma menina americana que teve seu exorcismo gravado. O principal questionamento é se havia a possessão por forças demoníacas, ou se a menina estaria doente e abandonou o tratamento médico que poderia salvá-la.
Apesar dos avanços da ciência para os 'males espirituais', o exorcismo acontece ainda hoje. Um dos conhecedores do assunto é o padre xaveriano Giovanni Mezzadri, responsável pela Paróquia Santana, de Laranjeiras do Sul. Há 25 anos, ele começou a atuar na expulsão de demônios. Apesar de não ser o exorcista oficial da Diocese de Guarapuava, ele já resolveu quatro casos em um ano e meio, nas cidades vizinhas. “Acredito porque vi. Em alguns casos mais graves e difíceis, pedi a permissão do Bispo e outras vezes solicitei ajuda a dois padres exorcistas, de Prudentópolis”, relata.
De acordo com Mezzadri, existem sinais que o sacerdote com um pouco de experiência consegue detectar para distinguir quando o caso é possessão ou problema de saúde. O sintoma mais significativo é a aversão ao sagrado: Bíblia, terços, medalhas, água benta, velas, relíquias bentas de santos e sobretudo a missa e a Eucaristia são rejeitados. Para ele, também é possível identificar a possessão através da demonstração de força descomunal, arrotos, ataques de sono e vômito de objetos estranhos como cabelos, pregos e pedaços de vidros. “Como o exorcismo não serve quando a pessoa é doente, também a medicina não resolve quando a pessoa está possuída pelo demônio”, defende o padre.

Ocultismo
As manifestações frequentes e ação extraordinária da possessão, conforme o padre, acontecem para que os homens percebam que o demônio existe. Na sua opinião, os cristãos devem fugir das práticas de ocultismo, magia, superstições, “brincadeiras do copo” e feitiçaria, que movimentam bilhões de reais, diminuindo a fé. “Este tipo de atitude é a porta de entrada para o demônio”, prega. O assunto, segundo ele, deve ser tratado com o máximo de discrição para evitar a mídia para Satanás.

Culto
O pastor da igreja Assembléia de Deus, Dario de Oliveira França afirma que o poder da expulsão do demônio não é específico para uma ou duas pessoas, mas para todos os que crêem no nome de Jesus. A Assembléia de Deus não tem a prática de fazer exorcismo, mas de pregar o Evangelho, e junto com a pregação, a libertação. “Oramos pelas pessoas. Se existe demônio e se ele se manifestar, será expulso em nome de Jesus”. Na sua avaliação, os cultos realizados especificamente para a expulsão do demônio fogem às regras bíblicas. “Não nos reunimos para expulsar demônios, mas para cultuar a Deus. Somente Ele merece ser cultuado”.

Ciência
A ciência não acata a teoria espiritual que envolve a possessão e o exorcismo. Na psicologia e psiquiatria seriam transtornos mentais graves as manifestações em que a pessoa apresenta agressividade, alteração da voz e amnésia temporária. “Estas situações são geradas por crises baseadas em transtornos mentais como esquizofrenia e psicoses”, avalia o psicólogo Fernando Barcellos.
Segundo ele, a doença não não surge de um momento para outro, mas desde a infância. “A família deve procurar atendimento médico”, recomenda. “A pessoa em uma crise desta, precisa de avaliação psiquiátrica e uso de medicamentos para que seja acalmada e possa voltar à realidade. Na maioria das vezes é necessária a internação”. Entender o motivo da crise, também é uma questão recomendada à família, já que não existe um tempo determinado para o tratamento.
Do ponto de vista da psiquiatria, as crises agressivas onde a força da pessoa se 'duplica', na verdade seriam uma concentração da energia. “Ela não fica mais forte, mas utiliza toda sua força muscular. Às vezes precisa contenção e o auxílio da Polícia Militar e uso de camisa de força”. Conforme Barcellos, este tipo de situação é comum.

PS.
Só quem já passou por isso ou conhece alguém que tenha tido um 'problema' desses é que sabe o quanto esses tratamentos psicológicos e psiquiátricos são ineficazes e ineficientes.
É como o padre disse, "Assim como a religião não cura doenças, a ciência não pode curar o espírito."

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